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Youtube, para vocês...

Após muito tempo sem postar nada, resolvi adicionar estes dois vídeos aqui. Legais. Enjoy it!

O que é geração C? (vídeo de 2007)


Technologic, da banda Daft Punk:



(para compreender o que é feito com o IT, siga a letra da música.)

Por Frederico Oliveira.

Achando tudo no Google...

Já tentou pesquisar algo no Google, mas, você nunca encontra o que quer? A SUPER, na sua edição de maio, ensinou algumas dicas. É Educação Digital.

Veja a reportagem no contexto original.

O crime de Obama...

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, revelou-se um contraventor dos direitos autorais. Explicar-lhes-ei porquê. Obama deu a rainha Elizabeth II um iPod carregado com seus discursos, fotos e imagens da visita da rainha aos EUA e músicas da Broadway. É justamente aí que está o problema. Mesmo que você compre um CD, transformá-lo para carregá-lo num player é uma contravenção às leis de direitos autorais.
Mas, por que discutir isto? O que quero dizer é que as novas tecnologias tem sim mudado o mundo e, justamente por isto, algumas regras tem de ser repensadas. Vivemos a geração onde o share é cada vez mais frequente e, que,  por mais que os donos do Pirate Bay foram presos, a prática é cada vez mais comum.
Os crimes via internet são julgados, atualmente, pelo código penal. Alguns creem que já há necessidade de criação de leis específicas para a Internet, para, assim, evitar que alguns crimes não possam ser bem julgados. O que deve ser repensado é toda nossa forma de cultura, etc., que sofreu grandes mudanças com o advento de algumas ferramentas digitais. O direito autoral é talvez o ponto que mais sofreu relativização. Hoje, quase não há mais preocupação com as fontes em trabalhos acadêmicos, em baixar músicas da Internet, a cultura do "de graça é mais gostoso". Mas, um paradoxo já muito citado aqui no blog é que alguns artistas já disponibilizam seu trabalho via Internet.
Obama é culpado de infringir alguma lei? Esta não é apenas uma questão feita por ser o presidente da maior potência do mundo, mas, sim, porque temos de rever alguns conceitos com o advento destas tecnologias. Se não fizermos isto, a Inclusão Digital possivelmente será mais difícil ainda...

A geração share (parte II, o lado ruim)

Uma das maiores aplicações da Internet ultimamente é o compartilhamento, como já discorrido na parte I deste artigo (sábado, 23 de maio de 2009). Mas, por que o compartilhamento é, para muitos, vilão?

Que faça a primeira crítica (através de um duro comentário...) quem nunca fez download de qualquer arquivo pela Internet sem respeitar os direitos autorais. E, com a ascenção do número de usuários da Internet, este compartilhamento tende a aumentar. O compartilhamento também traz alguns problemas quando em hipertextos colaborativos, como a Wikipedia. Uma pesquisa demonstrou que este sistema é excelente para dar veracidade à boatos. Numa página sobre um cantor já falecido, um colaborador adicionou frases de sua autoria como se fossem frases do cantor. Vários jornais as publicaram como se realmente fossem.
Entretanto, o que realmente preocupa - claro que por pressão de alguns grupos economicos - é o download de músicas e programas de computador (leia mais no blog sobre Internet, ''Por Dentro da Rede'). Recentemente, uma cidadã estadunidense foi condenada a pagar uma multa milionária por baixar músicas da Internet. Cada música saiu pela 'bagatela' de 80 mil reais. o outro lado, um verdadeiro paradoxo, é que algumas gravadoras já trabalham com a distribuição livre de músicas via Internet e não gravando mais CDs. Quanto aos programas de computador, o software livre tem crescido cada vez mais. Há uma campanha paraa fazer com que a Microsoft libere  seus programas - casos um dos participantes recebe um arquivo em código fechado, como o DOC ou DOCX, não abre até que o remetente envie-o convertido em algum formato livre, como HTML, .TXT e o PDF.
Alguns artistas já vivem somente da renda de shows. Amy Lee, do grupo Evanescence, disse em entrevista, que não se importa que os fãs gravem seus shows e disponibilizarem via Internet, já que a gravadora ficaria com todo o dinheiro dos CDs mesmo... Bono Vox, do U2, diz que hoje só compram CDs homens muito honestos e mulheres muito apaixonadas. Algumas bandas já disponibilizam seu trabalho gratuitamente na Internet, abrindo espaço para doações.
E, diante disto, o que fazer? Neste quadro de expansão do número de internautas, torna-se necessário que os próprios usuários regulamentem isto. Como? Esta é a pergunta. Hoje os computadores tem hardward e software necessários para copiar CDs e DVDs. Parar de compartilhar é praticamente impossível. Se não ocorrer via Internet, será pelos celulares via bluetooth ou através de pen drives, CDs e DVDs. As gravadoras e empresas que souberem aproveitar isto a seu favor, lucrarão extremamente. As que não... Cabe ao mercado se adequar a esta nova realidade que ele mesmo criou. Mesmo o Windows e o Office sendo extremamente piratiados, a Microsoft continua lucrando. Em relação ao download de músicas, torna-se hoje uma espécie de propaganda/difusão. Quanto mais se compartilha, mais os artistas tornam-se conhecidos. Fenômenos como Susan Boyle, que explodiu graças ao YouTube, demonstram bem isto.
A indústria cultural se adapta. Torna-se tecnocultura. Fato é que houveram contratos entre o inventor do Torrent e algumas empresas de filmes. O compartilhamento, quando dissecado, mostra-se como algo indiferente, nem vilão, nem mocinho.  Sempre houve (empréstimos de fitas K-7, LPs, CDs) antes do boom da Internet e sempre ocorrerá, ao que tudo indica. Agora cabe ao mercado adaptar-s. Até porque se as gravadoras/empresas de software forem processar todos que compartilham, falirão devido às custas judiciais...

Frederico Oliveira, graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás e já apto a ser um jornalista, segundo a regulamentação de nossa profissão...

A SEMANA...
Comunicado, por Marielle;
A geração share, parte II, o lado ruim do share, por Frederico.

Não tem computador? Seus problemas acabaram...

Não tem computador? Seus problemas acabaram... Não, esta não é uma propaganda das Organizações Tabajara. É a computação de nuvens. Com a palavra, Eric Schmidt:

(Entrevista concedida ao Jornal da Globo, em 06/05/2008)



Há quem diga que este é o futuro. Possivelmente o é. "Cloud Computing", ou computação nas nuvens é uma realidade já. Embora não tão comum, o uso de computação nas nuvens, da Internet como HD virtual cresce a cada dia.
E, é aí que entra o eyeOS... O eyeOS é um servidor online que simula um computador, onde você pode armazenar arquivos, etc. Limitado? Sim. Lógico que você não vai ter as mesmas funções que um computador físico, mas, para quem não possui um, é um bom avanço... Quer experimentar? Clique aqui...

Frederico Ramos Oliveira, graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás.
a semana>
Políticas Públicas Para Fins Públicos, por Igor Pereira;
Lula é premiado por ações de inclusão digital e combate à pornografia na internet, por Danielly Cristine;
Projeto quer implantar Wi-Fi no Amazonas, por Kamilla Katy;
Inclusão digital infantil, por Isadora Picolo;
Esteja sempre de olho, por Michel do Carmo;
Eu vejo..., por Marielle Sant'Ana;
Prefeitura de Goiânia inaugura sala de inclusão digital no setor Recanto das Minas Gerais, por Danielly Cristine;
Não tem computador? Seus problemas acabaram..., por Frederico Oliveira.






Educar para Incluir...

Como incluir, totalmente, alguém que não conhece o que vai usar? Em outras palavras, como possibilitar a inclusão digital sem cursos de capacitação? Sim, é impossível. Mas, então, o que fazer?

"Os dados que assimilavam, nos Estados Unidos, por exemplo, que os negros, os latinos e as mulheres utilizavam menos a Internet estão mudando radicalmente. (...) O mesmo acontece entre os negros e latinos nos Estados Unidos. Entre os universitários negros e latinos verifica-se a mesma taxa de penetração da Internet que entre os não-negros e não-latinos. Obviamente, há menos negros e latinos na universidade, mas esta é uma questão de educação, mais do que de discriminação sistemática em termos étnicos. Portanto, a conectividade como elemento de divisão social está diminuindo rapidamente. O que se observa, contudo, naquelas pessoas, sobretudo estudantes, crianças, que estão conectadas é que aparece um segundo elemento de divisão social mais importante que a conectividade técnica: a capacidade educativa e cultural de ultilizar a Internet. Uma vez que toda a infotmação está na rede - ou seja, o conhecimento codificado, mas não aquele de que se necessita -, trata-se antes de saber onde está a informação, como buscá-la, como transformá-la em conhecimento específico para fazer aquilo que se quer fazer. Essa capacidade de aprender a aprender; essa capacidade de saber o que fazer com o que se aprende; essa capacidade social desigual e está ligada à origem social, à origem familiar, ao nível cultural, ao nível de educação. É aí que está, empiricamente, falando, a divisória digital nesta momento." (Manuel Castells, "Internet e sociedade em rede", conferência inaugural do Programa de Doutorado em Sociedade de Informação e Conhecimento da Universitat Oberta de Catalunya, Barcelona, outubro de 2000).

Apesar de Manuel Castells citar somente a Internet em seu texto, observamos que não é somente esta que é a divisória digital atual. Os personal computers (PCs) também são, para muitos, uma grande dificuldade. Muitos não compreendem nem o básico. Mesmo sendo o básico, algo que vemos como "muito fácil".Então, incluir digitalmente é somente possibilitar o acesso de indivíduos à computadores e Internet? Não, não mesmo.
Programas de Inclusão Digital são falhos, quando não tem conhecimento de como utilizar um computador, ou outras ferramentas digitais... Segundo o próprio Manuel Castells em seu texto, a Inclusão Digital chegará, porém, uma nova barreira será formada. A barreira de saber utilizar bem as ferramentas digitais. E, o que tem sido feito para evitar isto?
Alguns programas de inclusão digital já tem incluso o ensino de informática, etc., o que faz estes serem eficientes. Afinal, é importante ensinar o indivíduo como portar-se, como utilizar determinados equipamentos digitais. Caso contrário, teremos pessoas que utilizarão determinadas ferramentas de forma não tão completa como poderiam caso conhecessem a funcionalidade destas.
O outro lado é que, muitas vezes, por falta de acesso ou por medo de estragar o aparelho digital, as pessoas temem ser "autodidatas". É o que foi citado pelo colaborador da Magnífica Mundi quando perguntado o porque as pessoas consideram o vídeo como algo "de outro mundo"... As pessoas temem mexer, quando tem acesso. Então, outro ponto que deve ser colocado nos programas de Inclusão Digital: tirar o medo das pessoas de conhecer, de "fuçar" (perdoem-me pela expressão...) em seus aparelhos.
A Inclusão Digital é, ainda, algo difícil de acontecer até mesmo porque os programas de Inclusão não possibilitam, não tem incluso em seus objetivos desmistificar e ensinar as pessoas a utilizarem tais ferramentas. E, enquanto não mudarmos isto, a Inclusão Digital será um sonho utópico... um sonho distante...

Frederico R. Oliveira, graduando do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás.

A SEMANA FOI ASSIM...

Inclusão Digital na Escola, por Denise...
...Do ponto de vista dos excluídos, por Igor Pereira...
Inclusão Digital Rural, por Danielly...
'Inclusão Digital na Magnífica Mundi', por Thiago Martins:
  • gravação: Igor Pereira;
  • edição: Thiago Martins;
  • perguntas: Frederico, Thiago e Marielle Sant'anna;
  • agradecimentos: Ícaro e Pedro Ivo, colaboradores da Magnífica Mundi...
Educar para Incluir (esta postagem), por Frederico R. Oliveira.


A geração "share"...

Parte I - O "lado bom" do "share"... "Vivemos na geração share. Até mesmo eu, não aguentei-me e coloquei um AddThis em meu blog. Agora, quem assim o desejar, pode compartilhá-lo, através do e-mail, do Delicious ou do StumbleUpon. Mas, exatamente agora que resolvi aderir a esa geração, pretendem acabar com ela..." Peço desculpas por fugir da objetividade do texto jornalístico e aderir à subjetividade de uma narração descritiva. Também peço perdão por publicar este artigo antes do que discutirá computação de nuvens... É que ainda não experimentei o eyeOS o suficiente... Enfim, partamos ao artigo..."

"Somos filhos da revolução,/ Somos burgueses sem religião,/ Somos o futuro da nação,/ Geração Coca-Cola" (Legião Urbana)
Se Renato Russo fosse descrever nossa geração, talvez sobrariam nomes para denominá-la. Poderia ser geração Orkut, MSN, YouTube, até mesmo geração Google... Ouso ir mais além. Somos a geração share, como já dito por alguns. Por que share? Share, é o verbo "compartilhar" em inglês. O que compartilhamos? O que recebemos? E, o que impacto isto tem na Inclusão Digital? É o que pretendo discutir.
As bandas de internet nunca foram (nem nunca necessitaram ser) tão largas. 2 Megabits por segundo talvez já seja uma banda que não atende às necessidades de muitas pessoas. Por quê? Porque nunca se compartilhou tanto. Músicas, vídeos, e-books, até mesmo sites. Ferramentas como o StambleUpon, instalado em nossos browsers, permitem que avaliemos sites e que, compartilhemos com os outros.
Também compartilhamos a nos mesmos. Sim, está incluso aqui. O Orkut, os blogs e milhares de outras ferramentas/sites da internet. E, são estes os sites mais populares da intenet. Orkut e MSN são ferramentas conhecidas por quase todos, utilizados por quase todos que tem acesso mesmo por meio de uma
Lan House. E, atualmente, nem mesmo um computador é necessário: share yourself by cell phone! (compartilhe a si mesmo pelo celular...). A maioria dos sites tem se aberto a isto. Até mesmo sites que originalmente não eram redes sociaism estão tornando-se.
Orkut, MySpace, Menssenger, Twitter, YouTube, blogs, sites de notícias, Vagalume (e semelhantes), grandes sites de entreterimento e notícias como Globo.com e Terra, Wikipedia. O que estes tem em comum? Todos estão, de certa forma, abertos ao share. Mas, qual é a importância disto? Sim, é um reflexo da inclusão digital! Voltemos a história da internet. Inicialmente esta surgiu apenas para comunicação entre governos e universidades. No entanto, com o advento de novas tecnologias (livres, freeware, é bom reforçar isto) como a
World Wide Web (WWW- Criada no CERN - Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, "Organização Européia para Pesquisa Nuclear" - sites em inglês e francês...) a internet passa a popularizar-se.
Neste primeiro momento, a internet tem seu uso ainda muito pequeno, tanto quantitativamente quanto qualitativamente. Em outras palavras, os primeiros sites são extremamente simples. Para manter e construir um site, era necessário muito conhecimento de códigos
HTML. As primeiras páginas não possibilitavam o atual feedback (expressão em inglês que significa "realimentação", "resposta", particularmente falando), que também caracterizam como share. Com a popularização da internet e dos recursos que possibilitam/facilitam a criação de páginas mais completas, surge o share. Uma inclusão dentro de outra iclusão, ou seja, uma inclusão dentro da internet, símbolo da inclusão digital e revolução digital.
Quando cito share, possivelmente muitos não compreendem o que eu quero dizer. Quero citar, com share, a atual possibilidade de que o internauta possa contribuir com o conteúdo das páginas que costuma acessar. Tal possibilidade, que surge com os comentários em blogs, posteriormente tornar-se-ia cada vez maior. Os sitíos que citei são, talvez, os melhores exemplos para explicar o que é o share atualmente:
  • Orkut, MSN, Twitter, MySpace, blogs pessoais, dentre outros: tornaram-se ferramentas/redes sociais utilizadas até mesmo por quem não tem acesso à um computador (seja pessoal ou coletivo - como coletivo cito aqui as lan houses...). Aqueles que não possuem acesso a estes via computador, o fazem via celular. Nestes sites, é possível compartilhar com o mundo fotos, textos, idéias, vídeos, etc.
  • YouTube, Vagalume e outros sites de letras de músicas, sites de notícias e entreterimento como Globo.com e Terra, Wikipedia, dentre outros... Estes são exemplos de sites que possibilitam que o usuário alimente o conteúdo que ele mesmo vai usar. A Wikipedia e o YouTube são sites cujo conteúdo é totalmente colocado pelos usuários. Atualmente, sites de notícias e entreterimento de grandes grupos também tem se aberto a isto. O Terra tem o Vc Repórter, exemplo disto
Se não fosse o avanço da penetração das tecnologias digitais, não seria possível compartilhar-mos tanto. Há inclusão digital, e esta está ocorrendo. Infelizmente, numa velocidade menor que o avanço tecnológico. Não haveriam tantos vídeos no YouTube caso uma maior parte da população mundial não tivesse acesso à câmeras, à internet, à computadores. O Twitter não teria a mesma"força" sem os celulares e SMS (Short Menssage Service). Vivemos sim um processo de Inclusão Digital. Agora, o que devemos, é tentar apressá-la...
Um exercício... ou uma observação: Quer provar que há realmente um crescente processo de inclusão digital? Abra seu Orkut ou outros semelhantes e observe as pessoas que você sabe que tem acesso a computadores ou internet apenas em lan houses ou celulares... Estão se incluíndo, mesmo com dificuldades...

Frederico R. Oliveira, graduando do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás.

A SEMANA FOI ASSIM:

Telecentros, por Mariza, na segunda-feira...
Exclusão Digital, por Thiago Martins, na quarta-feira...
Existem outros meios de não ser excluído?, por Isadora Pícolo, na quinta-feira...
A geração "share", por mim, artigo que deveria ser postado ontem... Até mais..

Panorama Digital...

Em primeiro lugar, bem vindos à Digital Inclusa. Este blog pretende discutir sobre as tecnologias digitais e seu alcance, pretende falar sobre a Inclusão Digital. Mas, por que Digital Inclusa? A palavra "digital", que hoje tem um grande número de significados diferentes, tem origem na palavra "dedo". Como a maioria dos aparelhos eletrônicos são ativados pelos dedos, surge esta expressão.
O mundo digital nunca foi tão grande. A tecnologia avança e cada dia, mais e mais recursos são possíveis através dos recursos tecnológicos. Entretanto, por outro lado, quanto mais a tecnologia avança, mais o "abismo digital" se alarga e aprofunda. Mais e mais pessoas ficam sem acesso à novas tecnologias. Este fato é denominado "Exclusão Digital". O objetivo deste blog: : discutir e propor estratégias, idéias, etc. para promover a Inclusão Digital.
O mundo digital é extremamente extenso. De celulares à computadores, mídias digitais (TV, rádio, WebTV e Webrádio), internet (móvel ou não), redes locais (intranets), enfim, um mundo complexo que interliga-se. Um mundo "virtual", muitas vezes, que liga o mundo real. E, por outro lado, separa, segrega as pessoas que não tem acesso à estas tecnologias.
Um fato sobre estas tecnologias: não são estáticas. São dinâmicas. E a presença destas nas nossas vidas é cada vez maior. O Brasil tem 151,9 milhões de assinantes de telefonia móvel, 8 em cada 10 brasileiros tem um aparelho celular (Anatel, resultado comentado disponível nesta página da Agência Brasil: Número de assinantes de telefonia celular no Brasil já ultrapassa 151 milhões). Isto significa que quase todos tem celular? Não mesmo. Por mais que a presença deste seja enorme percentualmente (79,79%), não são todos que os possuem. O que tem ocorrido, atualmente, é que muitos habitantes tem mais de um número (possibilidade da tecnologia GSM), para aproveitar as promoções das operadoras. É um processo semelhante ao que já ocorre na Argentina, na Europa e nos países desenvolvidos. A tecnologia celular no Brasil passou por diversas modificações. De analógico para TDMA, de TDMA para CDMA (pela operadora Vivo) e GSM padrão europeu, e, atualmente, de CDMA para GSM padrão americano (na mesma operadora). Não é estática. A tecnologia, seja em que área for, é dinâmica.
Com esta dinamicidade, são todos que tem acesso à estas? Infelizmente, não. Entretanto, é possível observar que estas ajudam a inclusão. A Rocinha, comunidade carente do Rio de Janeiro (RJ), foi totalmente coberta por internet via Wi-Fi (Wireless Fidelity, rede sem fio). Isto demostra que a população da comunidade, que é organizada (associação de moradores forte, dentre outros fatores), conseguiu pressionar o governo para que este possibilitasse esta forma de inclusão, já comum em cidades do interior paulista. Por outro lado, ainda é necessário um computador, que nem todos na comunidade possuem.
Por que discutir inclusão digital? Porque não é futuro, É PRESENTE! O mundo digital está cada vez maior, cada vez mais necessário para que as sociedades, as comunidades se integrem e se mantenham. Em outras palavras, atualmente é impossível ao indivíduo viver excluído do mundo digital. O que os políticos pensam sobre isto?
A última campanha para prefeito da cidade de Goiânia* foi marcada pela discussão sobre a inclusão digital. Um dos candidatos, o deputado federal Sandes Junior propôs a instalação de antenas por toda a extensão da cidade para prover sinal de internet. Utilizar-se-ia uma frequência de wireless. O atual prefeito, Iris Rezende Machado, em sua campanha prmeteu distribuir notebooks à alunos das escolas municipais e aulas de informática nas mesmas. Cabe a nós, cidadãos, cobrar isto agora.

* Nós, da Digital Inclusa, pretendemos estimular o debate sobre a Inclusao Digital e, assim, ajudar a promovê-la. Não serão publicadas visões políticas. Os candidatos aqui citados o foram por serem os mais votados nesta eleição.

AGENDA: Próxima semana, I Semana de Oficinas da WebTV Magnífica Mundi. Saiba mais no site da Web Tv: Magnífica Mundi.

O QUE PRETENDO DISCUTIR AINDA... "Computação de Nuvens e Inclusão Digital", "A geração share"... Espero que estejem ansiosos... Até mais... =)

P.S.: TEM ALGUMA IDÉIA DE TEMA PARA QUE POSSAMOS DISCUTIR? Escreva como comentário que iremos discorrer sobre a mesma... Obrigado, até mais... =)


Frederico R. Oliveira, graduando do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás.


 
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