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O crime de Obama...

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, revelou-se um contraventor dos direitos autorais. Explicar-lhes-ei porquê. Obama deu a rainha Elizabeth II um iPod carregado com seus discursos, fotos e imagens da visita da rainha aos EUA e músicas da Broadway. É justamente aí que está o problema. Mesmo que você compre um CD, transformá-lo para carregá-lo num player é uma contravenção às leis de direitos autorais.
Mas, por que discutir isto? O que quero dizer é que as novas tecnologias tem sim mudado o mundo e, justamente por isto, algumas regras tem de ser repensadas. Vivemos a geração onde o share é cada vez mais frequente e, que,  por mais que os donos do Pirate Bay foram presos, a prática é cada vez mais comum.
Os crimes via internet são julgados, atualmente, pelo código penal. Alguns creem que já há necessidade de criação de leis específicas para a Internet, para, assim, evitar que alguns crimes não possam ser bem julgados. O que deve ser repensado é toda nossa forma de cultura, etc., que sofreu grandes mudanças com o advento de algumas ferramentas digitais. O direito autoral é talvez o ponto que mais sofreu relativização. Hoje, quase não há mais preocupação com as fontes em trabalhos acadêmicos, em baixar músicas da Internet, a cultura do "de graça é mais gostoso". Mas, um paradoxo já muito citado aqui no blog é que alguns artistas já disponibilizam seu trabalho via Internet.
Obama é culpado de infringir alguma lei? Esta não é apenas uma questão feita por ser o presidente da maior potência do mundo, mas, sim, porque temos de rever alguns conceitos com o advento destas tecnologias. Se não fizermos isto, a Inclusão Digital possivelmente será mais difícil ainda...

A geração share (parte II, o lado ruim)

Uma das maiores aplicações da Internet ultimamente é o compartilhamento, como já discorrido na parte I deste artigo (sábado, 23 de maio de 2009). Mas, por que o compartilhamento é, para muitos, vilão?

Que faça a primeira crítica (através de um duro comentário...) quem nunca fez download de qualquer arquivo pela Internet sem respeitar os direitos autorais. E, com a ascenção do número de usuários da Internet, este compartilhamento tende a aumentar. O compartilhamento também traz alguns problemas quando em hipertextos colaborativos, como a Wikipedia. Uma pesquisa demonstrou que este sistema é excelente para dar veracidade à boatos. Numa página sobre um cantor já falecido, um colaborador adicionou frases de sua autoria como se fossem frases do cantor. Vários jornais as publicaram como se realmente fossem.
Entretanto, o que realmente preocupa - claro que por pressão de alguns grupos economicos - é o download de músicas e programas de computador (leia mais no blog sobre Internet, ''Por Dentro da Rede'). Recentemente, uma cidadã estadunidense foi condenada a pagar uma multa milionária por baixar músicas da Internet. Cada música saiu pela 'bagatela' de 80 mil reais. o outro lado, um verdadeiro paradoxo, é que algumas gravadoras já trabalham com a distribuição livre de músicas via Internet e não gravando mais CDs. Quanto aos programas de computador, o software livre tem crescido cada vez mais. Há uma campanha paraa fazer com que a Microsoft libere  seus programas - casos um dos participantes recebe um arquivo em código fechado, como o DOC ou DOCX, não abre até que o remetente envie-o convertido em algum formato livre, como HTML, .TXT e o PDF.
Alguns artistas já vivem somente da renda de shows. Amy Lee, do grupo Evanescence, disse em entrevista, que não se importa que os fãs gravem seus shows e disponibilizarem via Internet, já que a gravadora ficaria com todo o dinheiro dos CDs mesmo... Bono Vox, do U2, diz que hoje só compram CDs homens muito honestos e mulheres muito apaixonadas. Algumas bandas já disponibilizam seu trabalho gratuitamente na Internet, abrindo espaço para doações.
E, diante disto, o que fazer? Neste quadro de expansão do número de internautas, torna-se necessário que os próprios usuários regulamentem isto. Como? Esta é a pergunta. Hoje os computadores tem hardward e software necessários para copiar CDs e DVDs. Parar de compartilhar é praticamente impossível. Se não ocorrer via Internet, será pelos celulares via bluetooth ou através de pen drives, CDs e DVDs. As gravadoras e empresas que souberem aproveitar isto a seu favor, lucrarão extremamente. As que não... Cabe ao mercado se adequar a esta nova realidade que ele mesmo criou. Mesmo o Windows e o Office sendo extremamente piratiados, a Microsoft continua lucrando. Em relação ao download de músicas, torna-se hoje uma espécie de propaganda/difusão. Quanto mais se compartilha, mais os artistas tornam-se conhecidos. Fenômenos como Susan Boyle, que explodiu graças ao YouTube, demonstram bem isto.
A indústria cultural se adapta. Torna-se tecnocultura. Fato é que houveram contratos entre o inventor do Torrent e algumas empresas de filmes. O compartilhamento, quando dissecado, mostra-se como algo indiferente, nem vilão, nem mocinho.  Sempre houve (empréstimos de fitas K-7, LPs, CDs) antes do boom da Internet e sempre ocorrerá, ao que tudo indica. Agora cabe ao mercado adaptar-s. Até porque se as gravadoras/empresas de software forem processar todos que compartilham, falirão devido às custas judiciais...

Frederico Oliveira, graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás e já apto a ser um jornalista, segundo a regulamentação de nossa profissão...

A SEMANA...
Comunicado, por Marielle;
A geração share, parte II, o lado ruim do share, por Frederico.

A geração "share"...

Parte I - O "lado bom" do "share"... "Vivemos na geração share. Até mesmo eu, não aguentei-me e coloquei um AddThis em meu blog. Agora, quem assim o desejar, pode compartilhá-lo, através do e-mail, do Delicious ou do StumbleUpon. Mas, exatamente agora que resolvi aderir a esa geração, pretendem acabar com ela..." Peço desculpas por fugir da objetividade do texto jornalístico e aderir à subjetividade de uma narração descritiva. Também peço perdão por publicar este artigo antes do que discutirá computação de nuvens... É que ainda não experimentei o eyeOS o suficiente... Enfim, partamos ao artigo..."

"Somos filhos da revolução,/ Somos burgueses sem religião,/ Somos o futuro da nação,/ Geração Coca-Cola" (Legião Urbana)
Se Renato Russo fosse descrever nossa geração, talvez sobrariam nomes para denominá-la. Poderia ser geração Orkut, MSN, YouTube, até mesmo geração Google... Ouso ir mais além. Somos a geração share, como já dito por alguns. Por que share? Share, é o verbo "compartilhar" em inglês. O que compartilhamos? O que recebemos? E, o que impacto isto tem na Inclusão Digital? É o que pretendo discutir.
As bandas de internet nunca foram (nem nunca necessitaram ser) tão largas. 2 Megabits por segundo talvez já seja uma banda que não atende às necessidades de muitas pessoas. Por quê? Porque nunca se compartilhou tanto. Músicas, vídeos, e-books, até mesmo sites. Ferramentas como o StambleUpon, instalado em nossos browsers, permitem que avaliemos sites e que, compartilhemos com os outros.
Também compartilhamos a nos mesmos. Sim, está incluso aqui. O Orkut, os blogs e milhares de outras ferramentas/sites da internet. E, são estes os sites mais populares da intenet. Orkut e MSN são ferramentas conhecidas por quase todos, utilizados por quase todos que tem acesso mesmo por meio de uma
Lan House. E, atualmente, nem mesmo um computador é necessário: share yourself by cell phone! (compartilhe a si mesmo pelo celular...). A maioria dos sites tem se aberto a isto. Até mesmo sites que originalmente não eram redes sociaism estão tornando-se.
Orkut, MySpace, Menssenger, Twitter, YouTube, blogs, sites de notícias, Vagalume (e semelhantes), grandes sites de entreterimento e notícias como Globo.com e Terra, Wikipedia. O que estes tem em comum? Todos estão, de certa forma, abertos ao share. Mas, qual é a importância disto? Sim, é um reflexo da inclusão digital! Voltemos a história da internet. Inicialmente esta surgiu apenas para comunicação entre governos e universidades. No entanto, com o advento de novas tecnologias (livres, freeware, é bom reforçar isto) como a
World Wide Web (WWW- Criada no CERN - Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, "Organização Européia para Pesquisa Nuclear" - sites em inglês e francês...) a internet passa a popularizar-se.
Neste primeiro momento, a internet tem seu uso ainda muito pequeno, tanto quantitativamente quanto qualitativamente. Em outras palavras, os primeiros sites são extremamente simples. Para manter e construir um site, era necessário muito conhecimento de códigos
HTML. As primeiras páginas não possibilitavam o atual feedback (expressão em inglês que significa "realimentação", "resposta", particularmente falando), que também caracterizam como share. Com a popularização da internet e dos recursos que possibilitam/facilitam a criação de páginas mais completas, surge o share. Uma inclusão dentro de outra iclusão, ou seja, uma inclusão dentro da internet, símbolo da inclusão digital e revolução digital.
Quando cito share, possivelmente muitos não compreendem o que eu quero dizer. Quero citar, com share, a atual possibilidade de que o internauta possa contribuir com o conteúdo das páginas que costuma acessar. Tal possibilidade, que surge com os comentários em blogs, posteriormente tornar-se-ia cada vez maior. Os sitíos que citei são, talvez, os melhores exemplos para explicar o que é o share atualmente:
  • Orkut, MSN, Twitter, MySpace, blogs pessoais, dentre outros: tornaram-se ferramentas/redes sociais utilizadas até mesmo por quem não tem acesso à um computador (seja pessoal ou coletivo - como coletivo cito aqui as lan houses...). Aqueles que não possuem acesso a estes via computador, o fazem via celular. Nestes sites, é possível compartilhar com o mundo fotos, textos, idéias, vídeos, etc.
  • YouTube, Vagalume e outros sites de letras de músicas, sites de notícias e entreterimento como Globo.com e Terra, Wikipedia, dentre outros... Estes são exemplos de sites que possibilitam que o usuário alimente o conteúdo que ele mesmo vai usar. A Wikipedia e o YouTube são sites cujo conteúdo é totalmente colocado pelos usuários. Atualmente, sites de notícias e entreterimento de grandes grupos também tem se aberto a isto. O Terra tem o Vc Repórter, exemplo disto
Se não fosse o avanço da penetração das tecnologias digitais, não seria possível compartilhar-mos tanto. Há inclusão digital, e esta está ocorrendo. Infelizmente, numa velocidade menor que o avanço tecnológico. Não haveriam tantos vídeos no YouTube caso uma maior parte da população mundial não tivesse acesso à câmeras, à internet, à computadores. O Twitter não teria a mesma"força" sem os celulares e SMS (Short Menssage Service). Vivemos sim um processo de Inclusão Digital. Agora, o que devemos, é tentar apressá-la...
Um exercício... ou uma observação: Quer provar que há realmente um crescente processo de inclusão digital? Abra seu Orkut ou outros semelhantes e observe as pessoas que você sabe que tem acesso a computadores ou internet apenas em lan houses ou celulares... Estão se incluíndo, mesmo com dificuldades...

Frederico R. Oliveira, graduando do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás.

A SEMANA FOI ASSIM:

Telecentros, por Mariza, na segunda-feira...
Exclusão Digital, por Thiago Martins, na quarta-feira...
Existem outros meios de não ser excluído?, por Isadora Pícolo, na quinta-feira...
A geração "share", por mim, artigo que deveria ser postado ontem... Até mais..

 
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